Ele era um estranho de estranha abordagem, ela era eu.
Episódio 1 - 1.ª Parte
Naquela noite, como em todas as outras, ela só queria chegar depressa a casa. Fez o transbordo do costume, com passos que corriam atrás de si, e ela que habitualmente correra, a cada passo que ouvia, corria, corria ainda mais. Chegada à paragem, [com uma sensação de segurança], disse para si mesma: "que bom vem lá um autocarro", e num automatismo: esticou o braço.
Episódio 1 - 1.ª Parte
Naquela noite, como em todas as outras, ela só queria chegar depressa a casa. Fez o transbordo do costume, com passos que corriam atrás de si, e ela que habitualmente correra, a cada passo que ouvia, corria, corria ainda mais. Chegada à paragem, [com uma sensação de segurança], disse para si mesma: "que bom vem lá um autocarro", e num automatismo: esticou o braço.
O autocarro passou...
não parou. Julgo ter praguejado [de forma audível - ainda que entre dentes],
ficando embaraçada com a situação.
Reparou nele: um
moço giro e de fato, que ele assistira a toda aquela azafama. Pior, que era ele quem correra atrás de si. E sentia-se ligeiramente envergonhada pela figura que acabara
de fazer.
- O n.º# não pára aqui.
O quê?! Ele falou. Ela recuperou um pouco o fôlego e disse algo como: "cheguei agora a essa infeliz constatação" ou "infelizmente constatei isso agora", ou... o que é facto é que constatou, constatou! Não viu, não outro verbo… constatar!
O quê?! Ele falou. Ela recuperou um pouco o fôlego e disse algo como: "cheguei agora a essa infeliz constatação" ou "infelizmente constatei isso agora", ou... o que é facto é que constatou, constatou! Não viu, não outro verbo… constatar!
Continua...
Episódio 1 - 2.ª Parte
Ele retorquiu: - Faltam 2 minutos para o n.º#.
Ela baralhada com o decorrer de toda a situação exclamou: - ah também posso ir nesse!
Ele perguntou para onde ia, ela esquivou-se às perguntas, à medida que deixava fugir as respostas.
"Vem lá o autocarro!"
Ela entrou. Pronto, ficamos por aqui (pensou) e ainda por cima é giro! (continuava...)
Ela baralhada com o decorrer de toda a situação exclamou: - ah também posso ir nesse!
Ele perguntou para onde ia, ela esquivou-se às perguntas, à medida que deixava fugir as respostas.
"Vem lá o autocarro!"
Ela entrou. Pronto, ficamos por aqui (pensou) e ainda por cima é giro! (continuava...)
Ele voltou a seguir-lhe os paços, entrou também, e
pediu permissão para se sentar ao seu lado.
Ela acedeu.
Ela acedeu.
Episódio 1 - 3.ª Parte
Conversaram pelo curto caminho. Quem eram, o que faziam, como se chamava (ele), ela que até ali achara tudo um enorme atrevimento respondeu. Simpática, nervosa, temerosa. Afinal de contas ele era um moço giro no seu fato, que desde logo denunciava a sua tarefa executiva.
À medida que se aproximavam da sua paragem rapidamente constataram que a dela era também a dele.
- Em que rua moras? Queres ver que somos vizinhos? (dizia ela).
Eram.
Seguiram pela rua, conversando, lado a lado.
- Eu fico
por aqui. (Era o prédio dele)
"Então," pausa.
Ele despediu-se com um beijo em cada face do rosto dela.
"Então," pausa.
Ele despediu-se com um beijo em cada face do rosto dela.
Ela estática (pensava):
pronto, ficamos por aqui.- Pode ser que a gente se (re)encontre. Diz.
- Pode ser
que aconteça. Respondeu ele. |
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